25 de março de 2018

Um dia no centro histórico de Santa Marta

Santa Marta • COL

Chegamos em Santa Marta logo cedo e sentimos o alívio de ter a pele tocada pelo sol depois de alguns dias sofríveis no frio da capital colombiana. Nós ficamos tão felizes que a primeira coisa que fizemos ao chegar no hostel foi tomar um banho gelado e colocar roupas mais leves, deixando para trás as jaquetas e calças grossas com que chegamos na cidade.

Quando saímos para explorá-la não passava das dez da manhã, então passeamos muito tranquilamente. Ainda contamos com a grande vantagem de termos nos hospedado num hostel muito bem localizado, no meio do centro histórico e próximo à orla local, o que nos permitiu conhecer muitos pontos diferentes apenas caminhando.

Santa Marta • COL

Foi ali que tivemos o nosso primeiro contato com o Mar do Caribe, então mesmo que a cidade não fosse a mais famosa do litoral colombiano, conseguiu ser memorável de muitas maneiras para nós, começando a partir daí.

Sua orla não tinha muita estrutura turística, mas a água do mar cumpria seu papel de impressionar, com um azul ainda mais azul e uma calmaria fora do normal. Isso tudo somado aos barquinhos atracados em sua extensão e algumas tendas de artesanato local nos arredores me trouxeram uma sensação de familiaridade muito grande.

Santa Marta • COL

Depois de tantos dias longe do mar, lembrei de Maceió de uma maneira muito visual e percebi que não tinha pensado muito sobre a minha cidade até aquele momento. Pode até parecer estranho, mas senti uma paz muito grande no coração depois dessa percepção. Afinal, eu não estava com saudades de casa porque eu me sentia em casa.

Melhor ainda foi perceber que isso pouco tinha a ver com o lugar em si. Tive a sensação de que eu estaria bem onde quer que eu fosse porque eu me sentia bem comigo mesma e esse foi o melhor sentimento que pude experimentar em um bom tempo.

Santa Marta • COL

Nosso objetivo desembarcando em Santa Marta era mesmo visitar o Parque Tayrona, uma reserva natural muito famosa onde acamparíamos no dia seguinte, então ficamos meio dispersas no dia em que chegamos, mas isso acabou sendo uma coisa muito boa, porque ficamos livres para fazer o que quiséssemos, sem pressa e sem preocupações, apenas andando pelas ruas bonitinhas e coloridas da cidade.

Como eu comentei, não tinha muito o que fazer perto do mar, então nosso passatempo preferido foi nos perder pelo miolo do centro histórico mesmo. Em alguns momentos, não fazíamos ideia de onde estávamos, se perto do hostel ou não, apenas íamos virando as ruelas a medida que fossemos encontrando lugares mais atraentes e interessantes, e foi assim que nos deparamos com o Parque de los Novios.

Acredito que ele seja o ponto central da região, onde se concentram alguns órgãos públicos da cidade, uma igrejinha e diversos bancos de madeira que provavelmente dão nome ao parque, já que, além de famílias, amigos e crianças, também haviam muitos casais espalhados por ali, conversando e aproveitando as sombras das árvores naquele dia quente.

Santa Marta • COL

Me lembro como se fosse ontem que foi ali, em plena onze da manhã, que eu e a Lê decidimos procurar um lugar para almoçar, mortas de fome desde que chegamos de Bogotá e sustentadas apenas por um iogurte com aveia às cinco da manhã. E me lembro ainda mais claramente o quão difícil foi encontrar um restaurante aberto e acessível.

De todas as ruas que passamos, nenhum lugar específico chamou nossa atenção e olhe que nós estávamos realmente interessadas. O pior foi que decidimos procurar um lugar apenas quando não aguentávamos mais andar e quando a fome estava nos consumindo, uma ideia não muito boa como vocês podem ver.

Santa Marta • COL

Foi então que surgiu uma luz no fim do túnel - literalmente, apenas observem essas ruazinhas - e encontramos um restaurante delicioso que nos custou apenas 16.000 COP. Sua entrada era simples e estava completamente vazia, mas perguntamos pelo menu do dia e resolvemos ficar.

Uma dica valiosa para qualquer pessoa viajando na Colômbia é perguntar isso, porque todos os restaurantes aderem a filosofia de adotar um prato principal para custar mais barato naquele dia e o tal menu ainda inclui bebida, caldo e, às vezes, até uma sobremesa. (Sim, eles tomam caldo antes do prato principal mesmo que faça o maior calor do mundo.)

Santa Marta, COL

Nesse restaurante específico, me senti ainda mais satisfeita, porque o prato estava uma delícia e havia uma área aberta muito aconchegante nos fundos do restaurante. Uma pena que eu não lembre do nome dele para recomendar! Mas se vocês estiverem passando por Santa Marta qualquer dia e verem algo parecido com a foto acima, já sabem.

Foi lá que eu e a Lê descobrimos uma bebida ma-ra-vi-lho-sa chamada água de panela, que eles fazem com rapadura, derretendo alguns pedaços na água e servindo o resultado com muito gelo e limão. Cara, como aquilo era bom.

A moça que estava nos servindo amou o nosso interesse e começou a nos explicar como fazia. Antes de irmos embora, ainda nos presenteou com alguns pedacinhos de rapadura, sério. Ela foi muito atenciosa e estou enviando ondinhas mentais de agradecimento só de lembrar - mesmo que nós não tenhamos tido chance de fazer a receita depois.

Praia de Taganga, Santa Marta • COL

Depois desse momento incrível que foi o de comer, resolvemos voltar para o hostel e perguntar o que mais podíamos fazer por ali durante a tarde, já que o centro histórico fora superado. A recepcionista então nos indicou a Praia de Taganga e foi para lá que nós fomos, após um breve percurso de ônibus. Era tudo muito próximo e fácil de encontrar, nos informando com as pessoas que passavam pelo nosso caminho.

Eu só achei engraçado o fato de ela estar completamente lotada de turistas, ao contrário da praia localizada em frente ao centro histórico, mesmo o mar desta última sendo bem mais bonito. Mas vai entender, né?

Eu e a Lê relaxamos por um bom tempo e ainda comemos umas frutas antes de irmos embora. Resistimos o máximo que conseguimos aos ambulantes da costa colombiana, que conseguem ser ainda mais acalorados, fazendo de tudo para chamar atenção de possíveis clientes.

Só no meio da tarde voltamos para o centro histórico, ainda andamos umas oito quadras atrás de um supermercado: o que a gente não fez para economizar nessa viagem, eu não sei. Rolou uma feirinha de sobrevivência para o camping marcado para o dia seguinte e só com tudo certinho decidimos voltar para o hostel novamente, para fazer uns sanduíches.

Santa Marta • COL

Escrevendo agora sobre tudo que fizemos durante esse dia em que chegamos, parece até que ele não teve fim, porque fizemos tudo com tanta calma e ainda assim tivemos tanto tempo para curtir cada momento. Esquisito, né? Mas de uma forma muito boa.

Santa Marta • COL

Só voltamos a caminhar pelo centro histórico à noite e essa foi uma experiência totalmente diferente. A cidade parecia ainda mais linda e viva. Nos sentamos num bar que tocava um rock suave e eu pedi minha já tradicional cuba libre. Uma programação tão tranquila, mas tão gostosa que fiquei com a sensação de que tudo estava como tinha que estar.

Foi esse turno que fez a cidade se consagrar como uma das minhas preferidas, porque passei momentos muito bons ao lado de pessoas que deixaram lembranças mais do que positivas na minha vida. A Lê já dispensa apresentações, mas também estavam conosco a partir do fim da tarde a Paty - uma brasileira que se hospedou no mesmo hostel que a gente tanto em Bogotá quanto em Santa Marta - e o Filipe, um cara lá do Espírito Santo que encontramos fazendo mochilão naquelas bandas.

Viramos a noite conversando, escutando músicas boas e trocando ideias sobre a vida. Isso me fez imaginar como cada escolha que eu fiz - viajar para aquele país, conhecer aquela cidade, me hospedar naquele lugar, naquele exato dia - me trouxe até aquele momento, olhando as estrelas diretamente do terraço do Mango Tree Hostel em companhia de pessoas incríveis, me sentindo compreendida pra caramba e mais em paz do que jamais estive até ali.




Mango Tree Hostel
Cl. 12 #438, Santa Marta, Magdalena, Colômbia

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Escrito por: Lisete Reis


 

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