16 de janeiro de 2018

Conhecendo Zipaquirá e a catedral de sal

Zipaquirá • COL

Depois de um dia maravilhoso na candelaria, resolvemos conhecer a tão famosa catedral de sal situada na cidade de Zipaquirá, a menos de duas horas de Bogotá. Considerada a primeira maravilha turística da Colômbia, ela tem o incrível diferencial de ter sido construída sob uma mina de sal, onde mineiros da década de 50 sentiram a necessidade de consagrar sua fé em meio ao desgaste diário.

Pela distância e pelo preço nada amigável, pensamos direitinho se valia a pena ir até lá, mas todos que tínhamos conhecido no país até ali nos recomendaram a visita e a publicidade turística de lá era muito forte por onde quer que nós fôssemos. Nos rendemos. E levamos conosco três amigos que fizemos no hostel em que estávamos hospedados. Um britânico, uma argentina e um brasileiro. Jazz, Pam e Henrique. O mais legal é que eles estavam sozinhos e dispostos a fazer qualquer coisa possivelmente interessante.

Zipaquirá • COL

Enquanto eu e a Lê tentávamos entender como faríamos para chegar até lá, eles apareceram do nada perguntando para onde iríamos naquele dia e, de repente, estávamos todos juntos andando pelas ruas de Bogotá até a estação de ônibus mais próxima. E imaginem a confusão de idiomas, porque o Jazz só falava inglês e nem o Henrique nem a Lê entendiam nada, mas energia positiva e boa vontade é tudo o que é necessário às vezes.

Chegamos ao terminal norte, de onde saem os ônibus para cidades próximas, rapidinho. Se eu não me engano, gastamos cerca de 8.000 COP cada um - uma parte para pegar o transmilênio até lá e outra do terminal até Zipaquirá. O caminho foi super tranquilo e quando nos demos conta, já estavam nos mandando descer. Pedimos para o motorista nos avisar quando fosse o momento do nosso destino, já que ele teria várias outras paradas, então ele o fez. O chato foi só que descemos um pouco longe do centro da cidade e da catedral, mas resolvemos ir andando assim mesmo.

Toda a caminhada que nunca fiz em casa, acreditem, eu fiz nessa viagem. 

Zipaquirá • COL
essa ainda não é a catedral de sal, gente! hehehe

A parte boa foi que descobrimos que Zipaquirá é um charme à parte, independente da existência da catedral. Suas ruas são coloridas, como uma típica cidade do interior colombiano, e muito bonitinhas, com muitas plantas e construções antigas. Seguimos firmes até a catedral com esse consolo. Quando ficamos realmente cansados, perguntamos pelo caminho e nos disseram que só faltavam uns vinte minutos de caminhada, então continuamos assim mesmo.

Tenho certeza que a Pam e o Jazz ficaram nos achando meio loucos, mas acabou sendo divertido, ainda mais porque o Henrique estava numa busca incessável por algo quentinho - e barato - e nós entramos em várias lojinhas locais. O maluco saiu de casa com uma blusinha de manga curta, enquanto estávamos todos encasacados, já  prevendo as baixas temperaturas de Bogotá e seus arredores.

Zipaquirá • COL Zipaquirá • COL

Quando finalmente encontramos a entrada da catedral, percebemos um longo caminho pintado de branco no chão, rumo à degraus que pareciam não ter fim. Apenas nos imaginem nos olhando entre si com a maior cara de lamento do mundo, hahaha. Mas, mais uma vez, a trajetória deixou tudo mais leve.

Zipaquirá • COL Zipaquirá • COL

Chegando lá, resolvemos almoçar primeiro, porque a gente merecia, né? Depois de toda essa saga. Há uma espécie de praça de alimentação lá em cima com preços até razoáveis, mas eles só servem refeições completas, então se você estiver afim de conhecer a catedral, anota aí que esse não é um lugar com muita diversidade, ainda que quebre um galho.

De toda forma, nos reabastecemos para o passeio e seguimos rumo a ele.

Zipaquirá • COL Catedral de la sal, Zipaquirá • COL

O preço da entrada para estrangeiros é diferente do preço para cidadãos locais, o que eu acho até razoável para incentivar que os próprios moradores conheçam o que está pertinho deles, mas isso se torna abusivo, na minha opinião, quando o valor para estrangeiros é tão absurdamente maior.

Mesmo assim, já esperávamos desembolsar os pouco mais de 50.000 COP que nos pediram na bilheteria e mentalizamos que era véspera de natal. Só um dia chutando o balde não mataria ninguém, assim esperamos.

Catedral de la sal, Zipaquirá • COL

O tour guiado começa num túnel da mina onde já podemos ver vislumbres de sal por todas as partes. Depois ele vai ficando completamente escuro, se não fosse por algumas luzes de efeito em locais estratégicos, e esse acaba sendo o charme do passeio lá dentro.

Cada grupo que entra tem a opção de fazer o tour em inglês ou em espanhol, o que ajuda bastante quem não entenderia nadinha do idioma local, como o Jazz.

Catedral de la sal, Zipaquirá • COL

A história de como tudo começou é bem interessante e nós fomos parando em cada marco da mina, que é enorme, enquanto a guia foi explicando várias coisas relacionadas a fé católica, aos simbolismos e a construção em si.

O lugar é bem sinalizado, como deve ser, porque ele está cheio de altos e baixos, literalmente. De repente, a gente olhava para o lado e via um abismo. Mas achei tudo muito seguro e, depois do tour, a gente teve a liberdade de andar por todas as partes à vontade, voltar em cantinhos especiais para tirar fotos e aproveitar as lojinhas de artesanato local que ficam lá dentro mesmo.

Catedral de la sal, Zipaquirá • COL

Não nos demoramos depois, porque a verdade é que ficamos bem cansados e estava frio. Ficamos boa parte da tarde lá dentro e ainda inventamos de ver um filme de cerca de vinte minutos sobre a mina - o qual eu aconselho você a pular com toda certeza. Haviam duas opções, mas a sessão do principal ia demorar muito, então ficamos com a segunda mesmo, que acabou sendo totalmente dispensável.

No geral, quando paramos para analisar o passeio, cheguei a conclusão que valeu a pena conhecer a cidade e a catedral ao menos uma vez, mas a verdade é que elas não ganharam meu coração como outros lugares que eu conheci no país, então não sinto que voltaria lá num futuro próximo. O Henrique fez uma observação depois que me deixou pensando e eu acho que ele tem razão: se fôssemos mais religiosos, teríamos curtido melhor o passeio. Ainda assim, espero que tenha dado para perceber que não me arrependi de ter ido lá e que essa pequena viagem foi muito divertida.

Zipaquirá • COL Zipaquirá • COL

Terminamos a tarde voltando para o ponto onde pegaríamos o ônibus para Bogotá de trenzinho. Só descobrimos naquele instante, mas ele também fazia o trajeto inverso, até a catedral. Tarde demais para nós. Mas foi ótimo porque, mais cedo, conhecemos a cidade de uma forma mais íntima, e, depois, passamos tranquilos, olhando a cidade pela janela e descansando de todas as nossas aventuras.

Zipaquirá • COL


Gente, estou tentando organizar meu flickr, então agora os álbuns estão separadinhos por cidades. O de Zipaquirá vocês podem conferir aqui. E todo esse passeio que eu comentei no post está no vídeo que eu fiz de Bogotá e suas proximidades. :)



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Escrito por: Lisete Reis


 

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