23 de setembro de 2015

O Projeto Rosie | Resenha

  O Projeto Rosie

Que abordagem incrível acerca de um tema tão difícil e pouco conhecido.

O Projeto Rosie conseguiu transmitir com precisão os anseios, alegrias e dificuldades de uma pessoa com síndrome de Asperger. Além de tudo, o faz de forma divertida e, sutilmente, romântica.

  O Projeto Rosie

Don Tillman, o protagonista e narrador do livro, é um homem quase quarentão, professor de genética de uma universidade renomada, que tem características bastante peculiares.

De início, nota-se que sua rotina é minuciosamente programada para evitar desperdício de eu tempo e sua capacidade intelectual. Um grande exemplo disso é o fato de ele preparar as mesmas refeições a cada dia da semana, tanto para evitar o acúmulo de receitas desnecessárias em seu cérebro quanto para ser prático no mercado.

  O Projeto Rosie

Seu jeito de ser um tanto quanto atípico o torna um homem muito solitário apesar de seus grandes e únicos amigos, Claudia e Gene, que tentam ajudá-lo como podem. Claudia é psicóloga e Gene, seu marido, trabalha com Don na universidade, o que ajuda a manter certa proximidade. Seus momentos juntos me faziam sentir feliz pelo fato de Don poder contar com a amizade de pessoas que o aceitam - apesar da personalidade mulherenga de Gene e da passividade da Claudia.

Porém, mesmo contando com os dois, Don se sente frustrado por sentir dificuldade em se relacionar com as pessoas e agora, principalmente, por não ter uma esposa em sua idade adulta. É assim que sua ideia de esposa ideal se transforma em um projeto, o Projeto Esposa.

  O Projeto Rosie

Como Don não procura o amor convencional, mas alguém com quem ele possa conviver sem problema algum, ele resolve criar um questionário para que suas possíveis candidatas respondam e ele possa fazer uma seleção a partir das respostas. Lembram o que eu disse sobre ele evitar ao máximo perder seu tempo, não é? Experiências anteriores o fizeram temer criar expectativas em relação as pessoas.

Imaginem, então, sua reação ao conseguir se dar bem com a total antítese de seu modelo ideal: fumante, atrasada e muito aleatória. Determinou logo que não teria futuro com a moça. O que ele não sabia, porém, é que estava enganado e a presença dela o faria desconstruir diversas barreiras de sua personalidade fechada. 

  O Projeto Rosie

Don e Rosie protagonizam cenas divertidas, de rejeição e negação, mas à medida que se conhecem melhor, a cumplicidade predomina. Achei muito legal como a Rosie consegue deixar o Don despreocupado e ainda respeitar os seus limites. Por sua própria vontade, ele se vê querendo estar perto dela e passa a deixar o Projeto Esposa de lado para encarar o Projeto Pai, no qual fez uso de suas habilidades como geneticista para ajudar Rosie a descobrir a identidade do seu pai, mas, sem se dar conta, o que Don acaba descobrindo é a si mesmo.

Eu, como leitora, só conseguia pensar no quanto eu queria que ele tivesse um final feliz! Seus hábitos diferentes o tornavam um personagem divertido sim, mas a simpatia que senti foi além disso.

  O Projeto Rosie

É possível enxergar alguém que apenas quer ser aceito e simplesmente não sabe como. A síndrome de Aspenger, como explicado no livro, não é um doença, mas um diagnóstico que, diferente do autismo, diz respeito a pessoas que querem sim e tem interesse em se relacionar com a sociedade, apenas sentem uma dificuldade imensa. Dessa forma, o livro nos abre os olhos para o quão cruel o mundo pode ser com essas pessoas, mas também nos dá a chance de enxergá-las de um modo único e privilegiado: através da perspectiva de alguém com a tal síndrome.

O Projeto Rosie é especial de tantas formas que é até difícil explicar. Além da temática principal e da descoberta de Don sobre seus sentimentos, a abordagem do autor acerca de outros temas secundários, incluindo a descoberta do pai da Rosie e o modo de vida de Gene e Claudia, é inteligente e educativa.

  O Projeto Rosie
"Amar é ter um sentimento profundo por outra pessoa, um sentimento que muitas vezes desafia a lógica".

Terminei a leitura em um dia de tão boa e ainda com um sorriso no rosto. Pra quem leu meu post Easy like sunday morning: eu totalmente fiz a escolha certa. :)


     *Crédito das fotos para a Jen

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Escrito por: Lisete Reis


 

2 comentários:

  1. Esse livro é super fofinho mesmo... Algumas vezes eu ficava angustiado pelo Don quando alguma coisa fugia do controle dele, porque é muito perceptível que ele ficava desconcertado quando isso acontecia. E o final é tão ❤. Sua resenha me deu até vontade de ler no novamente. haha *o*

    Falso Escritor

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    Respostas
    1. Eu também ficava, Guttho, hahaha. Mas adorava quando ele se surpreendia e acabava gostando. :) Que bom que curtiu a resenha!

      Excluir

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