13 de março de 2015

Extraordinário | Resenha

Adiei muito essa leitura, até que, sem me programar, o vi na livraria e peguei para ler num impulso. Quando pisquei, lá se foram 80 páginas! E eu não costumo fazer isso, sério, mas foi bom assim. Tive que levar. 

  DSC02900

August nasceu com um rosto incomum e já passou por muitas cirurgias ainda na infância, tanto para melhorá-lo esteticamente, quanto para facilitar situações básicas, como comer. Apesar de ser um menino saudável, sua aparência causa estranheza em público e sua mãe o ensinou em casa a vida toda. Pelo menos até agora, porque Auggie parece pronto pra conhecer a escola pela primeira vez e acompanhamos toda sua trajetória no quinto ano.

A autora nos pede para não julgar um menino pela cara, mas não pude evitar tentar imaginar como ele seria. Eu ficava olhando a capa sem entender muito como aquilo seria possível e até que ponto ela foi fiel ao protagonista. Quais eram suas características? Aposto que vocês devem ter se perguntado isso também.

A história em si me passava a impressão de ser muito triste, já que a condição do August implicaria em temas como o bullying, mas esse livro vai além do óbvio e nos dá uma lição bem humorada e envolvente.

  DSC02756
"A única razão de eu não ser comum é que ninguém além de mim me enxerga dessa forma."

August não explica logo como é seu rosto, mas, como o livro é dividido em várias partes, narradas não só por ele como também por pessoas próximas a ele, conseguimos formar uma imagem, ainda que confusa, de suas particularidades. O interessante é que elas se tornam irrelevantes em comparação à sua personalidade corajosa e divertida ao longo da narração.

  DSC02755
"O mais engraçado é que se ele não tivesse posto a mochila entre nós dois, eu com certeza teria me oferecido para ajudá-lo."

  DSC02762

É claro que não é nada fácil e a forma como ele narra os olhares que recebeu durante toda a sua vida é de partir o coração, mas ele é uma criança consciente de seu estado, sendo, ao mesmo tempo, compreensivo com as pessoas por o tratarem de forma diferente, inclusive seus amigos e familiares.

Parece errado sentir vergonha e não querer associar sua imagem ao Auggie, mas ao ler o ponto de vista das pessoas ao seu redor, não senti nada além de simpatia pela maioria, como sua irmã Via e Jack

(Minha crítica à essas partes se restringe à revisão do livro, que pecou na parte 5, com a falta de letras maiúsculas e travessões, e na parte 7, ao trocar o nome do namorado da Miranda, ainda na mesma página!)

  DSC02770
"(...) deveríamos ser lembrados pelas coisas que fazemos. Elas importam mais do que tudo. Mais do que aquilo que dizemos ou do que nossa aparência. As coisas que fazemos sobrevivem a nós. São como os monumentos que as pessoas erguem em honra dos heróis depois que eles morrem. Como as pirâmides que os egípcios construíam para homenagear os faraós. Só que, em vez de pedra, são feitas das lembranças que as pessoas têm de você."

Ao acabar a leitura, você vai olhar ao redor e perceber que os preconceitos superados ao longo da narração ainda existem, mas não cabe a você eliminá-los do mundo. Talvez, baste apenas que escolhamos ser gentis. Se possível, mais que o necessário. 

"Se forem apenas um pouco mais gentis que o necessário, alguém, em algum lugar, algum dia, poderá reconhecer em vocês, em cada um de vocês, a face de Deus."

  Extraordinário


Acompanhe o blog também pelo  facebook | instagram 


Escrito por: Lisete Reis
Arquivado em


 

4 comentários:

  1. Muitos disseram que choraram com esse livro, é sério que é tão tocante?! Estou doida para lê-lo, o meu já esta pra chegar, omg! *-* Logo mais Book Haul no blog, meu primeiro hehe ^-^

    Adorei a resenha! <3

    Bjs, Bea.
    Hora do Café Literário.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigada, Bea! :) Como eu disse, ele tem uma escrita bem simples, mas isso acaba sendo um fator positivo, sabe? E é emocionante sim, recomendo esse livro para todos! Desde crianças a adultos. <3
      Beijos e boa leitura!

      Excluir
  2. Eu amei o livro! É tão bonito quando ele mostra que uma pessoa não consegue acabar com o preconceito, mas já dá para diminuir, nem que seja em algumas pessoas próximas. Gostei da resenha :) beijos!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Isso! A gente não é capaz de acabar com o preconceito do mundo, mas, pelo menos no nosso meio, é possível tentar diminuí-lo.
      O livro é um amor mesmo. <3 <3 <3 Obrigada, Natinha. Beijos!

      Excluir

Nos conta sua opinião. ♡ Assim que podemos, publicamos e respondemos todos os comentários.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

https://twitter.com/maccieirahttps://www.instagram.com/jennifermacieira/https://www.flickr.com/photos/113227884@N07/



https://www.instagram.com/lisete_reis/https://www.flickr.com/photos/153046504@N02/

Facebook

Instagram

Youtube

Parceria

Newsletter

Publicidade

Booking.com