10 de março de 2015

Resenha: Cidades de Papel - John Green

  Cidades de Papel, John Green

Oi! Hoje quem traz uma resenha do John Green sou eu, já que todas as outras do autor foram escritas pela Lis! Gostei do livro apesar de algumas ressalvas, que vou comentar a seguir :)

Em Cidades de Papel, Quentin Jacobsen é mais um nerd da escola apaixonado por uma garota bonita e popular. A diferença, porém, é que ele e Margo Roth Spiegelman são vizinhos e costumavam brincar juntos na infância, amizade esta que não se prolongou para a adolescência.

Até que um dia ela aparece na janela do seu quarto, vestida de ninja e com o rosto pintado de preto. A garota quer sua participação em um plano de vingança e ele, é claro, aceita. Os dois passam uma noite de aventuras juntos, o que enche o coração de Q de esperança. Porém, no dia seguinte, Margo não aparece na escola. Nem nos dias seguintes àquele. É então que ele começa a encontrar pistas deixadas por ela e parte em uma busca para descobrir seu paradeiro.

  Cidades de Papel, John Green

A narrativa e diálogos do livro são bem característicos do John Green, quem já conhece o autor as identifica logo. Porém, assim como em O Teorema Katherine, há momentos da história em que o ritmo torna-se bem lento, especialmente porque já experimentamos ler sobre uma aventura logo no início, então depois que Margo some e Q fica tentando decifrar suas pistas a leitura fica até mesmo tediosa, voltando ao ritmo inicial apenas na última parte do livro.

  Cidades de Papel, John Green

Isso porque o mistério ao redor dela não foi instigante o suficiente ao ponto de me motivar a ler rápido e descobrir logo, pelo contrário: eu só me irritei mais e mais enquanto conhecia a Margo. Ela é uma personagem que eu definitivamente não gostei e seu egoísmo é extremo. Por ter gostado bastante do Q, me frustrei ao ver quantas vezes ele deixa de lado a própria vida para seguir o que supõe que Margo queria que ele fizesse. Além do mais, ela antes nunca havia dado a ele um pingo da atenção que praticamente exige receber com as tais pistas.

  Cidades de Papel, John Green

  Cidades de Papel, John Green

Dito isto, eu gostei bastante dos demais aspectos do livro. A construção dele foi muito eficiente, ainda que tenha tido aquele problema de ritmo. E a maioria dos personagens é muito interessante, especialmente Ben e Radar, amigos do Q. Eles são responsáveis pelos momentos e diálogos mais divertidos, e participam ativamente do "desfecho" do mistério.

O enredo do livro em si também traz muitas reflexões, como é de praxe nos livros do Green. Considero isso como mais um ponto positivo, ainda que as motivações para tais não tenham me convencido por completo dessa vez. Mas talvez isso varie em cada pessoa.

  Cidades de Papel, John Green
Cidades de Papel, John Green
"Mas não dá para separar uma coisa da outra, não é? As pessoas são o lugar, e o lugar é as pessoas."

No mais, não deixo de recomendar o livro, que é muito bem escrito e com certeza supera O Teorema Katherine, a primeira história que conheci do autor. 

*Demais resenhas de livros do John Green que já foram publicadas no blog: A Culpa é das Estrelas, O Teorema Katherine e Deixe a Neve Cair (todas escritas pela Lis).




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Escrito por: Jennifer Macieira
Arquivado em


 

4 comentários:

  1. Gostei da sua resenha, não li Cidades de Papel ainda, e acho que só irei ler depois de assistir o filme e gostar dele, já li ACEDE e Quem é você Alasca? e gostei de ambos, mas não ameeeei, sabe?
    beijos

    www.wonderbooksdaalice.com

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    Respostas
    1. Oi Alice!
      Sei bem como é... aconteceu o mesmo comigo, mas com 'O Teorema Katherine' no lugar de 'Quem é Você, Alasca?'. Os livros do John pra mim estão numa linha mediana, mas é evidente que ele escreve muitíssimo bem!
      Beijos e obrigada! :)

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  2. Também não gostei da Margo, e ficava me perguntando o que o Quentin via nela para ser tão apaixonado kkkkkk ele me parecia ser muito bobo, então às vezes ficava com raiva e tinha até vontade de parar, e era aí que entravam os amigos dele, que serviram para dar um tchan no livro (bem necessário, eu diria). No geral, gostei do livro, apesar de não ser bem o que eu esperava, e concordo com o que você disse, do ritmo lento. Beijoss

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    Respostas
    1. Nossa, exatamente isso. Também não entendi a paixão, mas né, quem somos nós pra questionar? hahaha
      Os amigos dele são a melhor coisa ♥ e no filme, então, ficaram maravilhosos!
      Beijo e obrigaada pelo comentário!

      Excluir

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