18 de outubro de 2013

Resenha: Delírio - Lauren Oliver

Em Delírio, somos apresentados a uma sociedade distópica onde o amor é a pior das doenças. Por isso, todo cidadão, ao atingir a maioridade, passa por uma intervenção de cura. Lena Haloway tem 17 anos e não vê a hora do dia do seu aniversário chegar, o mesmo dia em que será curada e se verá livre dos riscos do amor deliria nervosa, mas o que ela não esperava era se apaixonar nesse meio tempo.

Quando conhece Alex, Lena começa, aos poucos, a perceber as sensações e sentimentos que serão perdidos após sua cura, e começa a se perguntar se aquilo realmente vale a pena, se o que ela quer é ser igual a todos aqueles olhares vazios e frios de quem não sente nada.

De início, eu estava me sentindo muito desapontada com a leitura, mas não por ela estar ruim, mas sim por causa da Lena e sua cabeça feita. Tudo bem, sei que o governo impõe tais pensamentos desde o nascimento, mas, bem, a Lena é uma adolescente que ainda não foi curada e ainda assim não questiona nenhuma das atitudes e leis determinadas por ele! Isso me incomodou bastante durante um tempo, me levando a preferir bem mais a Hana, melhor amiga da Lena.

Por outro lado, esse comportamento da nossa protagonista na primeira parte do livro só evidencia a sua evolução mediante os acontecimentos, e depois que percebi isso, considerei que foi um aspecto importante para a construção da personagem. É muito bom acompanhar o abrir dos olhos da Lena! Quando ela finalmente percebe tudo o que se passa bem na sua frente, ela passa a enxergar a sociedade de uma forma totalmente diferente da que estava acostumada.

É claro que o Alex ajuda muito nesse amadurecimento da Lena, mas o mais legal é que não foca apenas nos dois. Lena percebe a relação de frieza entre os curados de uma mesma família, e realiza também que não mais sentirá falta sequer da melhor amiga com quem compartilhou tanto.

Delírio é um livro onde o leitor dificilmente simpatizará com algum personagem além da Lena, Alex e Hana, por motivos óbvios. O Alex é um personagem bem normal, do tipo fácil de gostar. Ele não possui extremos, apenas luta pelo que acha certo, sem ficar todo o tempo lamentando pela sua vida. E como vocês já puderam perceber, eu adorei a Hana!

O final tem um ritmo tão surpreendente que não te deixa largar o livro, e eu confesso que fiquei um pouco chocada e sem acreditar no que tinha lido. Fui correndo atrás de informações sobre Pandemônio e, apesar de haver indícios de triângulo amoroso, eu fiquei muito ansiosa e não vejo a hora de comprar!


Escrito por: Jennifer Macieira


 

2 comentários:

  1. Tenho muita vontade de ler Delírio, parece um livro que faz pensar.

    Abraço!
    http://constantesevariaveis.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  2. Faz muito tempo que quero ler esse livro! Amo distopias! Isso que você falou da Lena demorar a enxergar a sociedade de foma certa me lembrou a Tally de "Feios", com ela foi a mesma coisa e também me irritei com a personagem por isso, mas depois vi que foi necessário.
    A história é muito interessante e parece ser super legal!
    Ótima resenha!
    Beijos,
    Kami
    gostoliterario.blogspot.com.br

    ResponderExcluir

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