1 de dezembro de 2016

Os Segredos de Colin Bridgerton (Os Bridgertons)

Os Segredos de Colin Bridgerton (Julia Quinn)

No quarto volume da série Os Bridgertons, Colin e Penelope Featherington se reencontram após ele ter passado um tempo viajando. Conhecidos desde quando eram muito novos, nunca houve qualquer indício de que a amizade poderia se tornar algo mais e Penelope já tinha se acostumado a essa ideia, especialmente depois da situação delicada pela qual passou anos antes, retratada em Um Perfeito Cavalheiro.

Porém, nesse retorno de Colin, eles se aproximam e convivem mais do que jamais havia acontecido antes. E é durante esse súbito convívio que ele começa a enxergar que Penelope não se transformou em uma solteirona (preciso pontuar o quanto detesto esse termo) por falta de graça ou atributos, mas sim devido a anos sendo reprimida pela sociedade. Ele percebe que ela tem muito mais a oferecer.

Os Segredos de Colin Bridgerton (Julia Quinn) Os Segredos de Colin Bridgerton (Julia Quinn)

Eu estava tremendamente ansiosa para ler o livro referente ao meu Bridgerton favorito: Colin. Gosto muito do seu jeito divertido e ousado, sendo muitas vezes o responsável pelos momentos mais engraçados dos volumes anteriores (e posteriores também). Porém, o que eu não considerei foi que poderia encontrar e conhecer um outro lado dele. E foi justamente o que aconteceu.

Os Segredos de Colin Bridgerton (Julia Quinn)

Por focar em sua história, nós conhecemos mais sobre os seus anseios, sobre como se sente em sua posição na família. Todos os seus medos são expostos e vemos uma dose de melancolia nunca antes observada nele - o que não é necessariamente ruim, mas me pegou de surpresa por estar tão acostumada àquele Colin sempre tão de bem com a vida.

É claro que esse fato não se prolonga por todo o livro - temos muitos momentos do Colin de sempre e esses valem por todo o resto. Penelope também pode nos surpreender bastante nesse livro - longe de ser aquela garota apagada e oprimida pela mãe, ela conseguiu ganhar minha simpatia. Os demais Bridgertons continuam presentes, uns com mais destaque que outros. Daphne e Eloise são exemplos - aliás, nos aproximamos consideravelmente da segunda.

Os Segredos de Colin Bridgerton (Julia Quinn)

Os Segredos de Colin Bridgerton (Julia Quinn)

Nesse volume, outra situação também ganha destaque: a descoberta da identidade de Lady Whistledown. Finalmente podemos saber quem está por trás das polêmicas colunas que sempre foram um dos pontos altos dos primeiros livros.

O único fator que realmente me incomodou, porém, foi a revisão. Erros bobos que seriam facilmente corrigidos com um pouco mais de atenção acabaram por me chatear bastante num determinado momento, tamanha sua frequência. Tentei relevar para não estragar a leitura, mas espero que tenham verificado e corrigido nas tiragens seguintes.

Os Segredos de Colin Bridgerton (Julia Quinn)

Apesar de trazer mais uma história de romance fantástica, Os Segredos de Colin Bridgerton não se tornou o meu favorito da série, como eu esperava, mas com certeza mantém a alta qualidade. Fora isso, só tenho a dizer que: quem curte esse gênero de jeito nenhum pode deixar de ler Os Bridgertons. ♡

Os Segredos de Colin Bridgerton (Julia Quinn)




 
28 de novembro de 2016

Um pouco de brasilidade na Colômbia

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bra.si.li.da.de s.f. Caráter ou qualidade peculiar, individualizadora, do que ou de quem é brasileiro. Sentimento de afinidade ou de amor pelo Brasil.

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Deixado claro o significado, venho registrar aqui uma das minhas mais sinceras vontades para a viagem que se encontra cada vez mais próxima: levar brasilidade. Essa energia tão particular que nós temos. Tradição. Cultura. Gastronomia. Música. Eu espero realmente conseguir transmitir tudo que está se passando na minha mente maluca e deixar algo bom para as pessoas que estiverem ao meu alcance por lá.

Como eu expliquei bem rapidinho no post anterior, das minhas descobertas felizes, eu vou viajar pela AIESEC, que é uma organização sem fins lucrativos que promove vários intercâmbios de trabalho voluntário. O projeto que eu escolhi, especificamente, trabalha com crianças em situação de vulnerabilidade, o que implica em locais como fundações e hospitais, mas há todos os tipos de projeto que você imaginar, em vários países do mundo.

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Antes mesmo de saber qual seria o meu, me encantei completamente com a possibilidade de viajar, me desenvolver pessoalmente e, ao mesmo tempo, deixar um impacto positivo no local em que eu escolher. É tão difícil juntar esses fatores! Geralmente, estamos viajando somente à turismo, com um tempo limitado, e esse projeto vai me proporcionar algo que eu sempre procurei numa viagem: a calmaria.

Não digo no sentido de que tudo sairá às mil maravilhas, porque tenho plena consciência de que, por ser uma viagem bastante longa, de quase dois meses, muitas adversidades podem surgir no meu caminho e eu, provavelmente, estarei bastante nervosa o tempo todo, mas no sentido de que, pela primeira vez, vou sentir que conheço um lugar de verdade. Entrar na rotina dos colombianos, entender seus costumes e, se eu achar que vale a pena, voltar em um lugar várias e várias vezes. Sem o receio de estar perdendo de ver algo porque terei que voltar para casa em poucos dias. Acho que essa ideia faz do tempo um grande aliado. Claro que ele também pode se voltar contra mim caso as coisas não corram tão bem, mas vou preferir não pensar nessa possibilidade. 

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Muitas pessoas me perguntam porque resolvi viajar para Colômbia, como se fosse um lugar bastante esquisito. A verdade é que nunca sei respondê-las direito, provavelmente porque nem eu sei a resposta. Para mim, só é esquisito ficar no mesmo lugar. 

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Eu até estava com uma obsessão bem direcionada ao Peru porque queria conhecer Machu Picchu e também porque tenho um professor peruano falando sempre maravilhas do local, mas depois que ouvi pessoas que viajaram para vários lugares e fizeram coisas incríveis, senti que estava me limitando e comecei a tentar pensar de forma mais ampla. Pode parecer a maior bobagem falar isso, mas alguma coisa me chamou para Medellín e é para lá que eu estou indo. Acho a Colômbia um destino muitíssimo pouco explorado, mas já descobri tanta coisa legal enquanto pesquisava para me informar melhor. E olhem que achar posts relacionados ao país nem foi tão fácil e produtivo. 

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Pelo acúmulo de coisas boas que me vem acontecendo graças aos preparativos para essa viagem, hoje é um dia em que eu estou me sentindo especialmente feliz. Consegui ficar mais confiante e me organizar de um jeito que minha ansiedade diminuiu consideravelmente – apesar de eu não poder dizer o mesmo da insônia. Estou com muitas ideias, brasilidade e histórias na minha mala e mal posso esperar para espalhar isso por aí. 

Apesar de estar querendo muitíssimo conhecer lugares novos, não esqueci por um momento das crianças com quem vou trabalhar e, ainda que eu esteja ATERRORIZADA com essa parte do processo, eles também são um dos meus motivos de mais animação. Acabei comprando várias coisinhas para que eles não só imaginem, mas também sintam um pouco do Brasil. 

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Calma! A cachaça é para a minha host family. 

A Jenny veio aqui em casa me ajudar a introduzir essa aventura para vocês e tirou todas essas fotos lindas que eu espalhei pelo post (com participação especial das minhas mãozinhas), mas há muito mais coisas para mostrar e muitas fases de preparação que antecederam esse momento, sobre o que eu devo falar no futuro, mas acho que agora só de lá, na Colômbia

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Isto é: se eu sobreviver à São Paulo primeiro. Minha jornada tem uma parada de mais ou menos 20 horas por lá e esse vai ser meu primeiro desafio, porque eu pretendo sair do aeroporto. Só de dizer isso em voz alta - ou escrever -, já fico mais ansiosa. Estou morrendo de medo de algo me impedir de viajar, mas esse é um daqueles momento para arriscar, vocês não acham? 

Para encerrar, vou deixar mais algumas fotinhos que eu amei e não poderia deixar de fora do post:

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Como ir à Colômbia e não levar um livro do Gabo? Meu coração fica quentinho com a ideia de ler algo onde a história se passa. ♡

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fitinhas fitinhas fitinhas muuuitas fitinhas ♡

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Para acompanhar tudo mais de pertinho e simultaneamente, acessem o meu insta @lisete_reis, que vou tentar mantê-lo atualizado sempre que puder. Vou viajar na madrugada da quarta-feira e devo estar falando com vocês em breve, nem que seja por lá! :) 

Beijos animados medrosos felizes ansiosos,
Lis



 
18 de novembro de 2016

Minhas descobertas mais felizes dos últimos tempos

Então, gente, quando eu descubro coisas muito legais, eu fico extremamente empolgada e quero mostrar pra o mundo. Algumas vezes, omundo já conhece o que te empolgou e é maravilhoso ter com quem compartilhar aquela descoberta. Outras, porém, ele não dá a mínima, porque o que eu posso ter achado incrível, você pode não ver a mínima graça. A questão é: dar a chance de escolha.

Por isso, estou aqui para mostrar algumas coisas que me encantaram ultimamente, nem que seja para registrar o que me veio na mente nos últimos meses em que sumi do blog e, se alguém aí se identificar com algo de que eu falei, diz que sim e vai atrás de conhecer melhor. É tão bom se sentir entendido.Como se alguém estivesse te dando um abraço quentinho num dia de inverno. (Cá entre nós: melhor sensação.)

"O fabuloso destino de Amélie Poulain" e "A delicadeza do amor"


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A menos de um ano atrás, a trilha sonora de Amélie me apareceu como sugestão de playlist no YouTube e eu me apaixonei pelas canções. Algo inédito e surpreendente pra mim que dificilmente escuto músicas: 1) instrumentais 2) de um mesmo artista e 3) que gosto de cara. Pelo contrário! Sou completamente aleatória, gosto de acompanhar as letras cantando e demoro bastante para me viciar numa canção. Considerando isso, já tive um indício do quanto Amélie me desconstruiria, a ponto de eu ir lá escutar a trilha para me sentir inspirada mesmo sem conhecer nada da história que estava por trás. Quer dizer, a Jenny já havia postado algo sobre ela por aqui, então isso não é bem verdade, mas eu não tinha me aprofundado na questão. Isso só aconteceu depois que eu conheci o trabalho da Audrey Tautou em A delicadeza do amor e eu não me arrependi nem um pouquinho.

Assisti ao filme recentemente e, agora, conhecendo bem, manter o hábito de escutar sua trilha me deixa ainda mais feliz. Parece bobo, mas, de alguma forma, eu acho que adiei ao máximo assistir com receio de me decepcionar e estragar algo que eu já tinha de forma especial. Mas sabem o que eu disse sobre o abraço quentinho? Imaginem um agora mesmo e ele corresponderá ao filme O fabuloso destino de Amélie Poulain se você tem uma personalidade introvertida e, ao mesmo tempo, corajosa e ansiosa por descobertas e pequenas felicidades. 

love amelie le fabuleux destin damlie poulain happy ending amelie poulainO fabuloso destino de Amélie Poulain

Por não ser um filme convencional, ele pode gerar certo estranhamento de início, mas, uma vez que ele te pega, seja pela identificação ou pela sensibilidade de entendê-lo um pouquinho, você começa a se sentir acolhida e a aceitar melhor sua própria estranheza. Pelo menos, essa foi minha experiência e eu acho que, no fundo, nós todos temos um pouco dela. Meus sorrisos bobos se dirigiam às cenas que algumas pessoas considerariam as mais banais, mas que, magicamente, contém toda a graça do filme. E a fotografia é absolutamente linda. 

Inspiração é a palavra que define. 
    O fabuloso destino de Amélie Poulain
Por eles estarem ligados pela mesma atriz, Amélie acaba me lembrando A Delicadeza do Amor, então os reuni nesse tópico, mas este último já era um favorito, como eu bem disse lá em cima. Apesar dos contextos diferentes, ambos invocam sentimentos que me fazem feliz. A Delicadeza me faz pensar na ideia de viver a vida que você gostaria e não a que outras pessoas desejam pra você. Não importa se suas decisões parecem malucas ou se vão causar desconforto e estranhamento aos olhos dos outros. Eles não te conhecem melhor do que você mesmo e, se você está feliz com elas, isso é o que importa. 

  Imagem de audrey tautou
A delicadeza do amor
Eu amo que esse filme foi o primeiro a desconstruir a ideia que eu tinha dos filmes franceses, porque eu ainda não havia assistido um que tivesse me encantado até então. E não há outro conceito para ele a não ser a delicadeza que já lhe dá título. Outra coisa: a trilha sonora dele também é maravilhosa. (Eu, claramente, valorizo isso). Agarrei amor numas músicas da Emilie Simon depois que vi o filme.

De toda forma, ambos os filmes conseguem trazer o melhor de Paris. Mesmo sem que eles foquem na cidade em si, a gente consegue ver beleza nos detalhes e isso é muito legal. 


Oh Wonder
  Imagem relacionada

Eu não diria que sou fã, até porque não conheço a fundo, mas gostei muito, muito, muito, de alguns clipes que descobri por acaso. (Eles são uma banda, gente.) Lembro que a primeira vez que escutei All We Do foi numa playlist aleatória e eu estava procurando alguma coisa na internet, mas daí comecei a prestar atenção nas coisas que as pessoas estavam falando enquanto a música tocava, além da letra em si, e fiquei subitamente interessada. Voltei o clipe e escutei de verdade.
Enquanto a letra faz uma crítica ao jeito que vivemos usualmente, vivendo dia após dia sem propósito ou nos escondendo, as pessoas no clipe vão dando depoimentos muitos tocantes sobre ser humano e o quão bem faz a nós mesmos fazer a vida de outras pessoas melhor. Nos perder, nos achar, achar outras pessoas. Eu sou bem bobona com essas coisas, porque penso bastante no estilo de vida que eu quero pra mim, então gostei do conceito e assisti mais algumas vezes pra tentar absorver melhor. Olha só:

Outro clipe que eu adoro deles é o de Lose It. Dessa vez, passando uma sensação menos desconfortável, se é que posso dizer assim. De liberdade, felicidade... ♡ Dá vontade de sair dançando também! hahaha Sério, tem horas que a gente fica de saco cheio de algumas amarras.

E ah, só escutar a música é bom, mas confiem em mim, tenham a experiência completa:

"you gotta give yourself a moment,
let your body be" 
AIESEC

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Lá estava eu, entediada na sala da minha universidade, pensando no que faria da vida e daquele dia para que eles fossem mais suportáveis, quando um grupo dessa organização apareceu apresentando seus ideais e compartilhando experiências. Mal sabia eu no que estaria me metendo alguns meses depois.
A fim de promover o multiculturalismo e incentivar os jovens a desenvolver sua liderança e empoderar o maior número de pessoas possíveis, eles nos convidaram a participar de seus projetos sociais fora do país e eu fui fisgada. Essa proposta foi um ar fresco muito bem-vindo em meio ao caos que estava minha cabeça no momento e, à medida que eles foram explicando melhor como tudo funcionava, fui ficando com mais vontade de fazer parte daquilo.
Se já é surpreendentemente bom se sentir entendida por alguém, imaginem quando isso acontece junto a uma organização. Enquanto observava o desinteresse da maioria da minha turma (alguns, inclusive, reclamaram do tempo que eles ocuparam da aula), tive mais certeza de que queria mais gente que pensasse como a AIESEC ao meu redor. Fui atrás de mais informações, mais compreensão, e eu achei de monte. Daqui a menos de duas semanas, eu viajo para a Colômbia. 
Espero voltar a falar muito sobre isso por aqui e que essa descoberta feliz seja aquilo que eu preciso. 
Para conhecer: aiesec.org.br/estudantes 
Reggaeton
Talvez isso tenha alguma relação direta com a Colômbia. Talvez não. hahaha Mas falando sério, eu comecei a escutar como quem não quer nada, porque a Jenny não parava de comentar sobre um certo cantor (entrego sim, senhora). Não fazia ideia de que ele era colombiano até me falarem. Na verdade, eu não fazia ideia nem de quem ele era.
Num dia de total tédio e falta do que fazer, fui ver um clipe do tal ser humano, porque escutar eu acho que já tinha escutado e não dei muito valor. Resultado: estou naquela fase de vício insuportável, que até eu mesmo estou enjoando de ouvir, mas não consigo parar. 

E, com essa, eu me despeço.
Mentira, deixa eu mostrar pelo menos mais uma música desse ritmo tão legal que invadiu minha vida nos últimos dias. O Maluma foi só uma porta de entrada. 

(A gente só precisa ignorar as letras de vez em quando, ok?)



~ • ~

Descobertas são ainda mais felizes quando compartilhadas. Algo em mente?
Até mais 
Lis



 
14 de agosto de 2016

Um fim de semana em Milagres

Porto da Rua, AL | Julho 2016

Vocês conhecem São Miguel dos Milagres? A cidade e suas redondezas fazem parte de um pequeno paraíso no litoral norte de Alagoas. Ela ficou conhecida ultimamente por suas piscinas naturais de água cristalina e pelo investimento da Associação de Jangadeiros para realizar os passeios até elas, mas especialmente pelas festas de réveillon organizadas pelo TJ.  As noites temáticas somadas ao lindo visual das praias pelo dia fizeram o maior sucesso e eu comecei a ver muita gente do Brasil todo passar por lá. Claramente, me senti de fora da diversão.

Eu moro em Maceió, poxa vida, né? E pior que muita gente que eu conheço daqui nunca esteve em Milagres. Algumas nem sequer ouviram falar! Ela é o tipo de cidade turística escondida até mesmo dos próprios turistas. Há pouca gente na rua, nas praias, quase nenhum investimento em barracas na areia, nem em artesanato, mas eu acho que é isso que a faz especial e mais charmosa aos olhos de quem está querendo correr de cidades tumultuadas.

Sem muito sucesso, andei importunando as pessoas aqui em casa por algum tempo para irmos conhecer, mas meus pais guardaram a ideia para uma data especial e me presentearam algumas semanas atrás com uma viagem para lá! Fiquei bem surpresa e feliz. ♡ Do nada, estávamos saindo para passar o fim de semana, então eu consegui explorar mais uma cidade que estava nos meus planos e voltei com algumas dicas para quem também está cheio de vontade.

Uma coisa bastante importante para quem está indo para Milagres é manter certa independência. Com um grupo legal e um carro disponível, se pode ir parando em vários lugares interessantes e praias próximas num curto período de tempo.

Muita gente costuma fazer a Rota Ecológica, que vai desde Camaragibe à Japaratinga (se eu não me engano), logo antes de Maragogi, e eu me baseei muito nela enquanto pensava em algumas programações, mas achei que Milagres e Porto de Pedras, que ficam na parte central, seriam o suficiente para um fim de semana e acabou sendo uma boa decisão, porque conhecemos com calma praticamente tudo que tinha na região. Eis um pouquinho da minha rota:

        


PORTO DA RUA E AS PISCINAS NATURAIS DE MILAGRES


Piscinas naturais dos Milagres | Julho 2016

Nossa primeira parada foi em Porto da Rua, já em Milagres, onde acertamos um passeio para as piscinas naturais. O vilarejo é bem localizado, acho que é o maior de todos por lá, e, em frente à Associação de Jangadeiros mesmo, saem as jangadas rumo à Praia do Toque e às piscinas.

Acabamos indo só no outro dia por conta da maré e o passeio foi bem tranquilo, tendo a água cristalina das piscinas e os diferentes tons de verde/azul do mar como protagonistas. Os jangadeiros nos ofereceram máscaras de snorkel e foi possível alimentar os peixinhos que ficam perto dos corais! Consegui ver alguns de cores bem legais, mas confesso que não consigo respirar direito com esse negócio (nem me manter embaixo d'água) e minhas lentes de contato me deixam um pouco, talvez muito, obcecada na água salgada, hahaha. Mesmo assim, curti muito a tranquilidade e, sem dúvida alguma, é um passeio imperdível para quem vai conhecer Milagres. Estávamos num grupo de cinco e conseguimos baratear o preço para R$30,00 por pessoa. Vale a pena de verdade.

São Miguel dos Milagres, Alagoas • Julho 2016
Olhem que feliz coincidência eu percebi na nossa jangada já quando iríamos voltar para Porto da Rua! Amei

Apenas, pelor amor de Deus, passeiem com a Associação, ok? Antes de tudo isso, inventamos de combinar com uma pessoa que nos barateou ainda mais o preço do passeio e nos demos muito mal. Fomos parar num lugar completamente nada a ver no meio do mar, sem água cristalina, sem peixinhos e sem nada além da nossa própria tensão. Juro. Evitem transtornos.

Outra coisa que me chamou atenção em Porto da Rua foram seus restaurantes. Praticamente todos que eu vi recomendarem nas redondezas ficam por lá e eu consegui localizar muitos deles, mas acabamos almoçando em um outro lugar, porque já estávamos distantes quando a fome bateu. À noite, porém, cheguei a conhecer o E-có Restô & Pizza e o achei muito maravilhoso e aconchegante! A massa da pizza é bem fininha e crocante e o local tem um estilo vintage que eu amei real.

Lugares como esse dão uma sofisticação muito bonita para a cidade, viu? Nem parecia que eu estava no interior. Só demoramos décadas para achar, porque ela não é das mais bem sinalizadas, nem tem muita gente na rua à noite para nos informarmos. E eu não fazia ideia do nome da pizzaria para procurar no GPS. Foi uma dica de um funcionário lá da nossa pousada, que deu muito certo.



ASSOCIAÇÃO PEIXE-BOI E O RIO TATUAMUNHA 




São Miguel dos Milagres, Alagoas • Julho 2016

A Associação Peixe-boi fica numa região já considerada parte de Porto de Pedras, não mais Milagres, e o projeto procura reintroduzir os peixes-boi nas águas do Rio Tatuamunha, o que foi de grande utilidade para os locais que passaram a se beneficiar com o turismo e para os bichinhos que deixaram de ser um problema para os pescadores de outras regiões.

Na Associação, se compram os tickets para um passeio no Rio Tatuamunha e se visita uma lojinha com algumas coisas relacionados aos peixes-boi. Só depois que se vai de carro, seguindo seu guia, para o lugar de onde saem as jangadas.

Associação Peixe-boi | Julho 2016

Atualmente, eles estão com uma série de restrições para que o turismo não atrapalhe os animais. Não se pode mais tocar neles e, no máximo, 70 pessoas fazem o passeio por dia, mas como fomos em julho não tivemos problemas quanto a isso. Lá para dezembro/janeiro é que eles devem receber mais gente. Um funcionário chegou a dizer que, algumas vezes, todos os passeios do dia já ficam reservados antes! É bom ficar atento dependendo da época.

O passeio dura uns 40 minutos e é puramente para observação, então acabei ficando um pouco decepcionada pelo preço pago (R$40,00 por pessoa), apesar do visual bonito. Achei que ele é do tipo que se faz apenas uma vez, enquanto que as piscinais naturais te cativam para voltar todas as vezes que você for à Milagres.

Rio Tatuamunha, AL | Julho 2016
Rio Tatuamunha, AL | Julho 2016

Após seu término, seguimos ainda para uma ponte, ainda no Rio Tatuamunha, porque vimos uma foto muito bonitinha dela na Associação.

Era de lá que saiam as jangadas para o passeio, mas nos disseram que ela não estava em condições muito boas. Fomos lá tirar a prova (ou pelo menos vê-la de longe) e não é que ela estava mesmo? Gente, não chegamos nem no meio da travessia, hahaha.

Mas achei essa parte do rio bem legal.

Rio Tatuamunha, AL | Julho 2016
Meu tio fazendo graça, mas realmente quase caindo (pelo menos, eu acho, porque eu mesma estava quase, hahaha).

Rio Tatuamunha, AL | Julho 2016 


PORTO DE PEDRAS 


Porto de Pedras, AL | Julho 2016

No vilarejo de Porto de Pedras mesmo está o letreiro da cidade e quem não gosta de um clichê, não é mesmo? Almoçamos por lá um dia, na Peixada da Marinete, mas eu não recomendaria essa parada, já que eu mesma não voltaria. Por um questão de sabor, mas vocês sabem que isso pode ser bem relativo. 

Porto de Pedras, AL | Julho 2016
Porto de Pedras, AL | Julho 2016

A Biblioteca Municipal fica em frente à ela e eu não resisti a tentar uma entrada, hahaha. Mas ela estava fechada, pois é. E sobre o farol, até pensamos em tentar subir, mas a estrada era maluca demais. Ficamos com sua vista da praia mesmo.



PRAIA DO PATACHO E PRAIA DE LAGES 


A Praia do Patacho e a Praia de Lages são quase gêmeas. Se você começar a andar por algum tempo em uma, do nada, já vai estar na outra, mas como fomos para as duas em horários diferentes, senti uma pequena diferença.

Achei a do Patacho bem mais bonita e, apesar de tranquila, ainda se vê algum sinal de existência humana por conta das pousadas que ficam bem de frente para o mar. Também ajudou que paramos por lá quando o sol ainda brilhava.

Praia do Patacho, AL | Julho 2016

Já a de Lages, achei extremamente deserta, com uma entrada de barro rodeada de coqueiros e um aspecto um pouco mais sujo e escuro. Paramos lá já na volta para a nossa pousada, no fim da tarde, e o tempo começou a fechar, dando uns chuviscos, então acho que foi por isso que a encontramos assim.

Quem manda ir à praia no inverno, né?

Praia de Lages, AL | Julho 2016

Por último, mas um dos lugares que eu mais gostei:



PRAIA DO RIACHO 


Praia do Riacho, AL | Julho 2016

Essa é a praia que fica em frente à pousada que escolhemos, a Recanto dos Milagres. Só paramos lá depois que tínhamos visitado tudo que tínhamos para visitar nos arredores e, mesmo depois daquela ressaca pós-praia, ainda consegui convencer todo mundo à andar até ela durante o pôr do sol, coisa que valeu muito a pena.

Praia do Riacho, AL | Julho 2016

Achei um amor!

A maré estava ficando bem baixinha, deixando uma espécie de banco de areia por onde passávamos e as luzes estavam simplesmente fantásticas. Presencialmente, pareceu ainda melhor que nas fotos, viu? Vou deixar vocês com mais algumas.

Praia do Riacho, AL | Julho 2016
Praia do Riacho, AL | Julho 2016
*morrendo de frio*

São Miguel dos Milagres, Alagoas • Julho 2016
good vibes only 

São Miguel dos Milagres, Alagoas • Julho 2016
Estamos precisando de um corte de cabelo? Estamos sim.

São Miguel dos Milagres, Alagoas • Julho 2016
ops

São Miguel dos Milagres, Alagoas • Julho 2016


Para mais posts sobre Alagoas, corre aqui, que eles estão se multiplicando! Estou amando conhecer melhor minha terrinha, vocês costumam explorar a de vocês? Vou me despedir com um vídeo que fiz para ilustrar muitas coisas que contei nesse post, espero que gostem. E se isso acontecer, não se acanhe, pode dar um like, se inscrever no nosso canal... aquela coisa toda, né? :p



Beijo!
Lis

ps. para me acompanhar no insta: @lisete_reis :)



 
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