14 de agosto de 2016

Um fim de semana em Milagres | Diário de Viagem

  Porto da Rua, AL | Julho 2016

Vocês conhecem São Miguel dos Milagres? A cidade e suas redondezas fazem parte de um pequeno paraíso no litoral norte de Alagoas. Ela ficou conhecida ultimamente por suas piscinas naturais de água cristalina e pelo investimento da Associação de Jangadeiros para realizar os passeios até elas, mas especialmente pelas festas de réveillon organizadas pelo TJ.  As noites temáticas somadas ao lindo visual das praias pelo dia fizeram o maior sucesso e eu comecei a ver muita gente do Brasil todo passar por lá. Claramente, me senti de fora da diversão.

Eu moro em Maceió, poxa vida, né? E pior que muita gente que eu conheço daqui nunca esteve em Milagres. Algumas nem sequer ouviram falar! Ela é o tipo de cidade turística escondida até mesmo dos próprios turistas. Há pouca gente na rua, nas praias, quase nenhum investimento em barracas na areia, nem em artesanato, mas eu acho que é isso que a faz especial e mais charmosa aos olhos de quem está querendo correr de cidades tumultuadas.

Sem muito sucesso, andei importunando as pessoas aqui em casa por algum tempo para irmos conhecer, mas meus pais guardaram a ideia para uma data especial e me presentearam algumas semanas atrás com uma viagem para lá! Fiquei bem surpresa e feliz.  Do nada, estávamos saindo para passar o fim de semana, então eu consegui explorar mais uma cidade que estava nos meus planos e voltei com algumas dicas para quem também está cheio de vontade.

Uma coisa bastante importante para quem está indo para Milagres é manter certa independência. Com um grupo legal e um carro disponível, se pode ir parando em vários lugares interessantes e praias próximas num curto período de tempo. 

Muita gente costuma fazer a Rota Ecológica, que vai desde Camaragibe à Japaratinga (se eu não me engano), logo antes de Maragogi, e eu me baseei muito nela enquanto pensava em algumas programações, mas achei que Milagres e Porto de Pedras, que ficam na parte central, seriam o suficiente para um fim de semana e acabou sendo uma boa decisão, porque conhecemos com calma praticamente tudo que tinha na região. Eis um pouquinho da minha rota:

        

PORTO DA RUA E AS PISCINAS NATURAIS DE MILAGRES

  Piscinas naturais dos Milagres | Julho 2016

Nossa primeira parada foi em Porto da Rua, já em Milagres, onde acertamos um passeio para as piscinas naturais. O vilarejo é bem localizado, acho que é o maior de todos por lá, e, em frente à Associação de Jangadeiros mesmo, saem as jangadas rumo à Praia do Toque e às piscinas. 

Acabamos indo só no outro dia por conta da maré e o passeio foi bem tranquilo, tendo a água cristalina das piscinas e os diferentes tons de verde/azul do mar como protagonistas. Os jangadeiros nos ofereceram máscaras de snorkel e foi possível alimentar os peixinhos que ficam perto dos corais! Consegui ver alguns de cores bem legais, mas confesso que não consigo respirar direito com esse negócio (nem me manter embaixo d'água) e minhas lentes de contato me deixam um pouco, talvez muito, obcecada na água salgada, hahaha. Mesmo assim, curti muito a tranquilidade e, sem dúvida alguma, é um passeio imperdível para quem vai conhecer Milagres. Estávamos num grupo de cinco e conseguimos baratear o preço para R$30,00 por pessoa. Vale a pena de verdade.

  São Miguel dos Milagres, Alagoas • Julho 2016
Olhem que feliz coincidência eu percebi na nossa jangada já quando iríamos voltar para Porto da Rua! Amei 

Apenas, pelor amor de Deus, passeiem com a Associação, ok? Antes de tudo isso, inventamos de combinar com uma pessoa que nos barateou ainda mais o preço do passeio e nos demos muito mal. Fomos parar num lugar completamente nada a ver no meio do mar, sem água cristalina, sem peixinhos e sem nada além da nossa própria tensão. Juro. Evitem transtornos. 

Outra coisa que me chamou atenção em Porto da Rua foram seus restaurantes. Praticamente todos que eu vi recomendarem nas redondezas ficam por lá e eu consegui localizar muitos deles, mas acabamos almoçando em um outro lugar, porque já estávamos distantes quando a fome bateu. À noite, porém, cheguei a conhecer o E-có Restô & Pizza e o achei muito maravilhoso e aconchegante! A massa da pizza é bem fininha e crocante e o local tem um estilo vintage que eu amei real. 

Lugares como esse dão uma sofisticação muito bonita para a cidade, viu? Nem parecia que eu estava no interior. Só demoramos décadas para achar, porque ela não é das mais bem sinalizadas, nem tem muita gente na rua à noite para nos informarmos. E eu não fazia ideia do nome da pizzaria para procurar no GPS. Foi uma dica de um funcionário lá da nossa pousada, que deu muito certo.

ASSOCIAÇÃO PEIXE-BOI E O RIO TATUAMUNHA

  São Miguel dos Milagres, Alagoas • Julho 2016

A Associação Peixe-boi fica numa região já considerada parte de Porto de Pedras, não mais Milagres, e o projeto procura reintroduzir os peixes-boi nas águas do Rio Tatuamunha, o que foi de grande utilidade para os locais que passaram a se beneficiar com o turismo e para os bichinhos que deixaram de ser um problema para os pescadores de outras regiões. 

Na Associação, se compram os tickets para um passeio no Rio Tatuamunha e se visita uma lojinha com algumas coisas relacionados aos peixes-boi. Só depois que se vai de carro, seguindo seu guia, para o lugar de onde saem as jangadas. 

  Associação Peixe-boi | Julho 2016

Atualmente, eles estão com uma série de restrições para que o turismo não atrapalhe os animais. Não se pode mais tocar neles e, no máximo, 70 pessoas fazem o passeio por dia, mas como fomos em julho não tivemos problemas quanto a isso. Lá para dezembro/janeiro é que eles devem receber mais gente. Um funcionário chegou a dizer que, algumas vezes, todos os passeios do dia já ficam reservados antes! É bom ficar atento dependendo da época.

O passeio dura uns 40 minutos e é puramente para observação, então acabei ficando um pouco decepcionada pelo preço pago (R$40,00 por pessoa), apesar do visual bonito. Achei que ele é do tipo que se faz apenas uma vez, enquanto que as piscinais naturais te cativam para voltar todas as vezes que você for à Milagres.

  Rio Tatuamunha, AL | Julho 2016
  Rio Tatuamunha, AL | Julho 2016

Após seu término, seguimos ainda para uma ponte, ainda no Rio Tatuamunha, porque vimos uma foto muito bonitinha dela na Associação. 

Era de lá que saiam as jangadas para o passeio, mas nos disseram que ela não estava em condições muito boas. Fomos lá tirar a prova (ou pelo menos vê-la de longe) e não é que ela estava mesmo? Gente, não chegamos nem no meio da travessia, hahaha. 

Mas achei essa parte do rio bem legal.

  Rio Tatuamunha, AL | Julho 2016
Meu tio fazendo graça, mas realmente quase caindo (pelo menos, eu acho, porque eu mesma estava quase, hahaha).

  Rio Tatuamunha, AL | Julho 2016 

PORTO DE PEDRAS

  Porto de Pedras, AL | Julho 2016

No vilarejo de Porto de Pedras mesmo está o letreiro da cidade e quem não gosta de um clichê, não é mesmo? Almoçamos por lá um dia, na Peixada da Marinete, mas eu não recomendaria essa parada, já que eu mesma não voltaria. Por um questão de sabor, mas vocês sabem que isso pode ser bem relativo.

  Porto de Pedras, AL | Julho 2016
  Porto de Pedras, AL | Julho 2016

A Biblioteca Municipal fica em frente à ela e eu não resisti a tentar uma entrada, hahaha. Mas ela estava fechada, pois é. E sobre o farol, até pensamos em tentar subir, mas a estrada era maluca demais. Ficamos com sua vista da praia mesmo.

PRAIA DO PATACHO E PRAIA DE LAGES

A Praia do Patacho e a Praia de Lages são quase gêmeas. Se você começar a andar por algum tempo em uma, do nada, já vai estar na outra, mas como fomos para as duas em horários diferentes, senti uma pequena diferença.

Achei a do Patacho bem mais bonita e, apesar de tranquila, ainda se vê algum sinal de existência humana por conta das pousadas que ficam bem de frente para o mar. Também ajudou que paramos por lá quando o sol ainda brilhava.

  Praia do Patacho, AL | Julho 2016

Já a de Lages, achei extremamente deserta, com uma entrada de barro rodeada de coqueiros e um aspecto um pouco mais sujo e escuro. Paramos lá já na volta para a nossa pousada, no fim da tarde, e o tempo começou a fechar, dando uns chuviscos, então acho que foi por isso que a encontramos assim.

Quem manda ir à praia no inverno, né?

  Praia de Lages, AL | Julho 2016

Por último, mas um dos lugares que eu mais gostei:

PRAIA DO RIACHO

  Praia do Riacho, AL | Julho 2016

Essa é a praia que fica em frente à pousada que escolhemos, a Recanto dos Milagres. Só paramos lá depois que tínhamos visitado tudo que tínhamos para visitar nos arredores e, mesmo depois daquela ressaca pós-praia, ainda consegui convencer todo mundo à andar até ela durante o pôr do sol, coisa que valeu muito a pena. 

  Praia do Riacho, AL | Julho 2016

Achei um amor!

A maré estava ficando bem baixinha, deixando uma espécie de banco de areia por onde passávamos e as luzes estavam simplesmente fantásticas. Presencialmente, pareceu ainda melhor que nas fotos, viu? Vou deixar vocês com mais algumas. 

  Praia do Riacho, AL | Julho 2016
  Praia do Riacho, AL | Julho 2016
*morrendo de frio*

  São Miguel dos Milagres, Alagoas • Julho 2016
good vibes only 

  São Miguel dos Milagres, Alagoas • Julho 2016
Estamos precisando de um corte de cabelo? Estamos sim.

  São Miguel dos Milagres, Alagoas • Julho 2016
ops

  São Miguel dos Milagres, Alagoas • Julho 2016

Para mais posts sobre Alagoas, corre aqui, que eles estão se multiplicando! Estou amando conhecer melhor minha terrinha, vocês costumam explorar a de vocês? 

Vou me despedir com um vídeo que fiz para ilustrar muitas coisas que contei nesse post, espero que gostem. E se isso acontecer, não se acanhe, pode dar um like, se inscrever no nosso canal... aquela coisa toda, né? :p


      


Beijo!
Lis

ps. para me acompanhar no insta: @lisete_reis :)

12 de agosto de 2016

Uma tarde na Barra de Santo Antônio

  Barra de Santo Antônio - AL {agosto 2016}

Na última quinta-feira, não tive aulas graças ao dia do estudante. Isso é um fato raro na minha vida, porque na época do colégio dia 11 de agosto ser feriado era um sonho beem distante, hahaha. Foi por causa disso que fui parar na Barra de Santo Antônio com meus pais e a Jess.

  Barra de Santo Antônio - AL

A Barra de Santo Antônio fica a uns 40 minutos de distância de Maceió e a sua praia faz parte do litoral norte do estado, ao contrário da Barra de São Miguel, que fica no sul. Ela é menos badalada que essa última, mas me é muito mais familiar e toda vez que vou lá lembro um pouquinho da infância. 

Como tanto eu como a Jess estávamos com muita saudade de fotografar, aproveitamos a oportunidade para tirar o atraso e esse post é basicamente para registrar essas fotos. Espero que tenham ficado legais e que gostem :)

  Barra de Santo Antônio - AL
  Barra de Santo Antônio - AL {agosto 2016}

agindo bem naturalmente sim senhores

  Barra de Santo Antônio - AL

Papaizin 

  Barra de Santo Antônio - AL {agosto 2016}
  Barra de Santo Antônio - AL {agosto 2016}
  Barra de Santo Antônio - AL {agosto 2016}
  Barra de Santo Antônio - AL {agosto 2016}

(pareço de boa mas tinha acabado de levar uma queda)

  Barra de Santo Antônio - AL
  Jess! | Barra de Santo Antônio - AL {agosto 2016}
  Barra de Santo Antônio - AL


  Barra de Santo Antônio - AL
  Barra de Santo Antônio - AL

Papai tirou essa foto com a câmera dele e eu adorei demais 


Até mais, 
Jen
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Para ver mais posts sobre Alagoas e suas praias, é só vir aqui!

29 de julho de 2016

Resenha: Tigres em Dia Vermelho - Liza Klaussmann

  Tigres em dia vermelho, Liza Klaussmann

Intrigante é uma boa palavra para definir essa história. Ela parece complexa de início, pois fica alternando entre passado, presente e futuro e nós nunca sabemos em qual desses cenários de fato ela se passa. Isso não chega a ser um problema, mas até me acostumar foi um pouco confuso. O livro é narrado sob cinco perspectivas, mas sempre girando em torno das primas Nick e Helena.

  Tigres em dia vermelho, Liza Klaussmann

O pontapé inicial da história é dado com o fim da segunda guerra mundial, quando as duas primas, que sempre foram muito próximas, vão se separar pela primeira vez. Helena está começando um novo casamento em Hollywood, enquanto Nick vai para a Flórida se juntar ao marido Hughes. As duas cresceram passando seus verões na Tiger House, uma propriedade da família que vai ser o cenário de boa parte do livro.

Com o passar do tempo, as primas percebem que aquele mundo cheio de possibilidades não existe e a vida começa a parecer muito menos do que o esperado. A narração é dividida entre elas, Hughes, o marido de Nick, e Dayse e Ed, os filhos de Nick e Helena, respectivamente. Eu particularmente achei que o ritmo melhora depois da aparição dos filhos das protagonistas, porque é quando a história ganha um maior teor de mistério e intriga.

  Tigres em dia vermelho, Liza Klaussmann

Tigres em dia vermelho é o tipo de livro que inicialmente parece nos levar a lugar nenhum, a história parece sem propósito. Esse foi o motivo pelo qual eu demorei bastante para conseguir engrenar na leitura e cheguei a pensar em abandonar algumas vezes. No fim das contas, fiquei feliz por ter continuado firme e, apesar de não ser nem de longe um livro favorito, eu acho que vale a pena ler. Querer entender o que se passa na mente de cada um ali e como aquilo vai chegar a um desfecho é o que nos faz virar as páginas. 

Para mim, o ponto alto dessa história é a veracidade que os personagens passam. É quase impossível amar completamente algum deles, bem como odiar. Todos eles possuem fraquezas, alguns mais que outros, mas quase nunca suas ações são completamente injustificadas. Os personagens são a vida desse livro, não somente o enredo. 

  Tigres em dia vermelho, Liza Klaussmann



27 de julho de 2016

Resenha: Para Onde Ela Foi - Gayle Forman

  • Duologia: Se Eu Ficar #2
  • Essa resenha contém spoilers do primeiro livro, Se Eu Ficar.
  Para Onde Ela Foi, Gayle Forman

Toda a dinâmica do acidente somada ao romance e drama familiar me deixou com altas expectativas para a sequência da história da Mia e do Adam, mas ela se mostrou muito mais lenta em relação a anterior, repetindo alguns momentos que já conhecíamos através da Mia, mas desta vez pelo ponto de vista do Adam, e focando no reencontro do casal.

  Para Onde Ela Foi, Gayle Forman
  Para Onde Ela Foi, Gayle Forman

Para os que não conhecem a sinopse de Para Onde Ela Foi ou não leram aquele primeiro capítulo no fim de Se Eu Ficar, eu completamente entendo o choque de vocês. Fiquei admirada com a separação dos dois. Na minha cabeça, o primeiro livro tinha terminado tão lindamente, como isso pôde acontecer? 

Por mais que nós, e até mesmo o Adam, acabemos entendendo a decisão da Mia de se afastar, o livro se arrasta sob esse conceito e o romance (ou a falta dele) se torna um tema tão central que ofusca histórias paralelas e personagens maravilhosos, como os avós da Mia e a sua amiga Kim

  Para Onde Ela Foi, Gayle Forman
  
Os pontos positivos são características que já me agradavam no primeiro livro: a simplicidade e verdade que o casal transmite e o fato de a música continuar guiando a história. ♡ Ela com seu violoncelo e ele com sua guitarra, ambos instrumentos servindo, mais uma vez, de ligação entre os dois. 

Também gostei que a autora escreveu sob o ponto de vista masculino, porque isso não é muito comum e acabou tornando a narrativa interessante, especialmente porque as protagonistas costumam ser vitimizadas nos livros e aqui acontece justo o contrário.

  Para Onde Ela Foi, Gayle Forman

Para Onde Ela Foi não conseguiu ter um efeito tão bom, na minha opinião, mas a escrita da Gayle Forman e o enredo me encantaram de primeira, então eu recomendo a leitura, ainda mais para quem não conhece Se Eu FicarEle ficou famoso por sua adaptação para o cinema e muita gente parou por aí, mas vale a pena conhecer a obra que a deu origem.

Para quem adiou até agora (te entendo, faço sempre!), minha opinião está registrada na coluna livro vs. filme e é só dar uma passadinha no link. :)

  Para Onde Ela Foi, Gayle Forman



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