24 de setembro de 2017

Um Pueblito Paisa e três maneiras de subir o Cerro Nutibara

Pueblito Paisa, Medellín • COL

O pueblito paisa é uma das mais conhecidas e maravilhosas atrações turísticas de Medellín, parada obrigatória para quem passa pela cidade. Como o próprio nome sugere, ele é um pequeno povoado, mas totalmente fictício, que retrata através da arquitetura um pouco de como viviam os paisas antigamente – e ainda vivem, em alguns vilarejos.

Lembrando que são chamados de paisas todos que nascem na Antioquia, departamento de Medellín e várias outras lindas cidades nas suas proximidades, como Guatapé.

Há representações de casinhas e uma igreja, tudo sempre muito colorido e animado, mas o que há dentro delas, a princípio, é um mistério. Algumas se tornam restaurantes estilosos e lojas de artesanato, outras ficam abertas para contar um pouco da história local, o que inclui objetos e livros antigos.

Pueblito Paisa, Medellín • COL
Pueblito Paisa, Medellín • COL

Localizado no topo do cerro nutibara, uma montanha com vista privilegiada praticamente para toda Medellín, já que está bem no meio da cidade, o pueblito foi um lugar que visitei três vezes durante o tempo em que estive lá. Cada uma dessas vezes, em situações completamente diferentes, o que foi incrível para ter a experiência de forma mais completa, seja pelo dia ou pela noite, subindo a montanha de maneiras diversas.

Conhecê-las pode te ajudar a escolher qual tem mais a ver com você, caso você fique com vontade de visitar esse cantinho tipicamente paisa.

1. pela escadaria

Pueblito Paisa, Medellín • COL
+ Medellín: a cidade da eterna primavera

Na primeira vez em que eu estive no pueblito, a aventura começou muito antes de eu chegar ao local em si. Isso porque fazia menos de uma semana que eu estava na cidade, era o meu segundo dia de trabalho na fundação indicada pela AIESEC e os mexicanos resolveram aceitar o desafio de ir para um lugar novo, confiando completamente em mim e na Manu.

Como comentei no último post, eles não eram as pessoas mais determinadas do mundo, ainda mais se os passeios não incluíssem bebidas e dança. No dia anterior, eles preferiram ir para casa ao invés de explorar o jardim botânico com a gente, percebam. Mas nós emprestamos a eles um pouquinho do nosso espírito aventureiro e eles não demoraram a se deixar contagiar. Depois daquele dia, em todos os outros, escutamos a mesma pergunta: para onde vamos hoje? E eu sabia que tínhamos plantado uma sementinha ali. 

Fomos todos para a estação de metrô mais próxima da nossa fundação, a san antonio, após o fim do nosso expediente e um pequeno percurso na tranvía. Os meninos já pareciam viver uma experiência nova. Eles sempre pegavam táxis para se mover na cidade e agora estavam ali, todos serelepes com a gente no metrô. Eu e a Manu nos olhávamos de lado a cada segundo, como se eles fossem loucos, mas o Hugo e o Roque eram dois sem noção muito divertidos. A Azu e a Soff também estavam com a gente, mas elas eram uma espécie de meio termo entre nós e os meninos. 

Ainda que fosse minha primeira semana ali, eu já estava me acostumando com o transporte público. Era prático e acessível. Entre uma parada e outra, ainda escutávamos pelo autofalante o que podíamos encontrar perto de cada estação, e daquela vez não foi diferente. Para o pueblito paisa, escutamos que devíamos descer na estação exposiciones, mas ao olhar pela janela do vagão, alguma coisa não parecia certa. Ainda estávamos tão longe. Confirmamos com as pessoas ao nosso redor se aquela era mesmo a melhor estação e elas riram, pedindo para que ignorássemos a dica do metro só dessa vez. A estação mais próxima era a industriales, como já desconfiava a Manu, que havia ido ali uma outra vez. 

Deixado isso claro, agora teríamos que chegar até lá. O caminho da estação até o cerro não era exatamente curto, mas ao menos era fácil identifica-lo. Uma montanha com presentes gigantes em seu topo - por conta do natal - no meio da cidade, entre casas, prédios e lojas, não é algo exatamente discreto. Fomos andando e andando, com os meninos no nosso encalço, reclamando como crianças inquietas e perguntando se estávamos chegando. Eles estavam loucos para chamar um táxi desde que saímos da estação, mas entraram na nossa onda, dizendo que viveriam como autênticos brasileiros naquela tarde.

E ainda, quando perguntamos se eles estavam certos disso, repetiram – e continuaram o fazendo em outros dias - uma frase que eu dissera ainda na fundação, meio brincando, meio dando bronca neles para viverem melhor a cidade e economizarem o máximo possível durante nossas aventuras: somos estudiantes! 


Escrito por: Lisete Reis


 
13 de junho de 2017

Preparação, ideias, decepções e soluções | Projeto Merry Christmas - Parte I

porta verde

Hoje é dia de começar a falar deles. Dos pequenos seres humaninhos que tornaram minha experiência mais feliz. ♡ 

Se você não faz ideia do que eu estou falando, talvez seja melhor dar uma olhada nesses posts antes de continuar:
Se você já os leu, não deve ser novidade que eu escolhi trabalhar com crianças no intercâmbio que fiz em Medellín. O primeiro link está cheio de coisinhas que comprei para levar para eles (menos a cachaça, leiam as letrinhas miúdas!) e sobre algumas expectativas que eu tinha, mas agora chegou a hora de desconstruí-las e mostrar como tudo aconteceu na realidade. 

Quando eu decidi para onde eu iria, eu estava bem feliz com a minha escolha. Fiz a entrevista com a segurança de quem havia pesquisado um milhão de coisas sobre a cidade, mas: ainda nada sobre o projeto. A verdade é que não havia muito para pesquisar, a descrição no opportunitties era bem simples e dizia apenas que deveríamos promover a multiculturalidade, fazer atividades relacionadas aos nossos países, entre outras coisas bem vagas. Caberia a nós pensar e colocar em prática que atividades seriam essas e de que forma nós iríamos apresentar nossas culturas.

Isso foi algo que estava me deixando muito inquieta, porque todo o objetivo da viagem se baseava nisso e eu não queria chegar lá para apenas me arrastar até o local de trabalho. Eu queria fazer o que eu fui ali para fazer, mesmo que ainda não fizesse ideia de como. Claro que o aprendizado que eu teria com as pessoas e a cultura colombiana, além das viagens que eu planejava fazer, eram importantes também, mas eu estava saindo do meu país comprometida com uma organização e não fazia sentido para mim fingir que isso não era nada de mais.

A semanas de viajar, tínhamos esse enorme grupo no whats app com todas as pessoas que iriam participar do projeto. Eram cerca de trinta pessoas falando dialetos diferentes do espanhol, português, inglês, enviando fotos, compartilhando coisas sobre si mesmas e discutindo o projeto, mas a ansiedade era quase palpável e ninguém chegava a falar nada muito concreto, tudo se baseava na expectativa de se conhecer, começar a trabalhar e viajar o mais breve possível. 

Tive esperança que o grupo de brasileiros no meio desse pessoal todo - já bastante grande na época - fosse animar alguma ideia legal. Nos demos bem de cara, sem nem nos conhecermos! Mas qualquer coisa que pudéssemos inventar foi por água abaixo quando descobrimos que fomos todos designados a trabalhar em fundações diferentes. Quando vi, estava eu e outros quatro mexicanos num grupo menor do whats app. Eles todos combinando coisas para levar, o que poderiam fazer, e eu ali, pensando o que diabos estava fazendo no meio daquelas pessoas. Até perguntei para a presidente do projeto: tem alguma coisa errada nisso, não? Mas ela disse que não, que eles analisaram nossos perfis e imaginaram que trabalharíamos maravilhosamente juntos. Porque ela achou que uma pessoa relativamente tímida com um espanhol meia boca ficaria bem num grupo de mexicanos, eu não sabia (apesar de ter descoberto depois ♡), mas lá fui eu afundar na má expectativa de estar sozinha para apresentar meu país.


Escrito por: Lisete Reis


 
7 de junho de 2017

Moeda colombiana, custo de vida e casas de câmbio em Medellín

cédulas e moedas da colômbia

Antes de eu viajar, em novembro do ano passado, eu olhava o preço do dólar quase todos os dias. Havia um controvérsia entre os viajantes de que seria bom, além de levar reais, levar dólares para trocar na Colômbia pela moeda local, os pesos colombianos. Mas mesmo que não fosse, o cartão Travel Money (com a bandeira da Visa), que independe de conta corrente, só aceitaria dólares mesmo, então era bom que o preço estivesse bem baixinho quando eu depositasse aqui e bem alto quando eu fosse gastar por lá. O que claramente não aconteceu.

Ainda lembro de toda a repercussão na época por causa das eleições dos Estados Unidos entre a Hilary Clinton e o Donald Trump. Eu estava completamente perdida e não sabia se esperava o resultado ou não. Ia ser o meu fim apostar na escolha errada e acabou sendo mesmo. Além da taxa de 6% cobrada pelo cartão - que eu acho um absurdo - ainda pagaria caro pela conversão após a vitória do Trump. Lástima dupla.


o que levar 

cédulas e moedas da colômbia

Por toda essa situação, acabei não levando dólares em dinheiro, no máximo um montante que minha mãe resolveu me presentear de última hora. Levei a maioria do dinheiro em reais mesmo e essa seria a minha recomendação, além do cartão de sua escolha, seja de crédito internacional ou Travel Money. Mas melhor seria ter os dois! Acabei levando o de crédito para emergências e no Travel Money depositei a quantia que eu gostaria de gastar, para ao menos tentar me basear naquilo ali.

Como a moeda colombiana não é muito requisitada no Brasil, muitas casas de câmbio aqui nem oferecem esse serviço e quando oferecem, o fazem por um preço que não vale a pena, então o melhor mesmo é esperar chegar na Colômbia.


entenda a moeda colombiana

moedas da colômbia


Não é tão difícil calcular os gastos na Colômbia. Como vocês podem perceber, os pesos se assemelham muito à nossa moeda! O valor de equivalência é que muda um pouco, mas é simples de entender. Vamos lá:


R$ 1,00 (um real) seria igual a quase 1000 COP (mil pesos colombianos)

Portanto, o que temos que fazer para converter a moeda colombiana é basicamente cortar alguns zeros e, a partir do número que restar, pensar sempre um pouquinho para mais, para chegar ao seu valor em reais e assim ter uma ideia do quanto estamos gastando na prática.

(Vocês podem chegar o câmbio atualizado aqui.)


onde trocar ou sacar dinheiro em Medellín

panfleto de casa de câmbio em medellín

Na época que eu viajei, os sites de câmbio diziam que o real valia 900 COP, o que embasava minha técnica de logo mais acima, então lá fui eu, feliz da vida, achando que ia ficar riquíssima e que seria super fácil fazer as contas dos meus gastos. Agora imaginem minha cara de fracasso chegando no Aeroporto José María Córdova e indo direto para sua casa de câmbio para ver que o real estava correspondendo a uns 600 COP e somente isso.

O pior foi que nem pensei em guardar um pouco do dinheiro para tentar trocar depois. Fiquei com medo de fazer isso e não encontrar outro lugar para fazê-lo. Mas que burrada! Porque consegui sim encontrar uma casa de câmbio que trocava o real pelos 900 COP que eu esperava, só que eu não tinha mais nenhum real.

Por isso, guardem: o nome da pior casa de câmbio que eu poderia ter confiado em Medellín é Globo Cambio. Eles ainda me deram um desconto para a próxima troca, mas depois de me assaltarem indiretamente, isso soa até como uma afronta.

panfleto de casa de câmbio em medellín

Por outro lado, a casa de câmbio que eu mencionei ter encontrado depois, Surcambios Dolares Medellín, tinha o melhor custo-benefício da cidade e ela sim eu recomendo. Foi indicação da Maria e da sua mãe quando ouviram toda minha saga pavorosa no aeroporto. Depois de ter quebrado a cara, eu conseguira fazer um bom negócio ao menos com os poucos dólares que eu tinha. Ela ficava praticamente na esquina da nossa casa (talvez após uma boa caminhada) - o que é consequentemente próximo ao metro Aguacatala - numa galeria na fronteira entre Medellín e Envigado, o Mall La Frontera.

Não sei se a Surcambios está com essa moral toda hoje em dia, mas olha, fui bem feliz nesse lugar. Uma amiga que estava trocando dinheiro num shopping perto da estação Industriales por um preço bem mais ou menos, entre a minha média péssima do aeroporto e a média maravilhosa que descobri no Poblado, também quis correr para lá quando eu contei. Pode parecer pequena a diferença, mas vê se a falta não faz um buraco negro no nosso orçamento.

Para checar seus preços de câmbio hoje: surcambios.com 

O shopping que a minha amiga ia era o Centro Comercial Premium Plaza. Quando eu me mudei para Bello, me tornei a pessoa mais econômica do mundo, porque foi quando eu tinha acabado de voltar de uma viagem por outras cidades da Colômbia, mas não teve jeito. No dia anterior ao meu voo para o Brasil, eu não tinha dinheiro nem para o ônibus. Tive que pegar meus últimos vinte dólares de emergência para trocar. Como a casa de câmbio maravilhosa estava lá do outro lado da cidade agora e eu não morava mais com a família da Maria, na correria que seria aquele meu último dia, resolvi ir para o tal shopping. O caminho do metro até lá é curto (atenção! passem direto pelo shopping fake logo em frente ao metro e andem mais um pouquinho) e o lugar prometia duas casas de câmbio, mas eu só achei uma e depois de MUITO procurar. Aquilo ali só podia ser um labirinto disfarçado. O preço estava abaixo do que eu havia conseguido antes, mas funciona bem para emergências.

~ • ~


Acabei só conhecendo essas três casas de câmbio, então encerro aqui minhas recomendações. Só não troque nunca no aeroporto. (Por mais que o atendente seja charmoso.) Quando viajei para outras cidades, já estava com o dinheiro que troquei em Medellín, então não sei se elas tem uma cotação melhor ou pior. Vale a pena pesquisar.

Lembrando que em todos esses lugares é necessário apresentar o passaporte e preencher algumas informações para conseguir efetuar a troca. Para sacar dinheiro no cartão, é só procurar as cores colombianas - amarelo, azul e vermelho - num caixa eletrônico do BanColombia (ou qualquer outro que aceite a bandeira do seu cartão). Você põe o valor em pesos colombianos e o cartão desconta os dólares pela cotação do dia, o que pode ser lindo ou trágico. A sorte será lançada. 

No caso de você precisar usar o cartão de crédito, ele transformará o valor das compras baseado na cotação do dia e a fatura chegará em reais no fim do mês, mas, enquanto isso, a pessoa receberá o valor das compras em pesos colombianos no celular - caso haja algum vínculo com o cartão. Prova disso é a minha mãe pirando com as mensagens de compra que chegavam.

- FILHA, VOCÊ GASTOU SETE MIL REAIS? - perguntava ela, e eu, morrendo de rir, respondia:
- Calma, mãe, mal foram sete reais.


custo de vida colombiano para brasileiros

moedas da colômbia
meu globinho tem países sim, eles só são tímidos para fotos ok? ok ♡

A maioria das coisas relacionadas ao custo de vida vocês poderão perceber ao longo de alguns guias informativos que eu vou escrever por aqui, como aquele sobre o transporte, e até por diários de viagens mesmo, mas a conclusão é só uma: viver na Colômbia é mais barato que viver no Brasil. Pelo menos para quem está viajando com a moeda brasileira ou com dólares.

Eu não sei quanto é a média de um salário no país, então algumas coisas podem não parecer tão baratas assim para os colombianos, mas não há dúvidas quanto a isso para a gente. Em que parte do Brasil você vai de uma ponta a outra da cidade por menos de dois reais em transporte público, come entradas, prato principal, bebida e sobremesa por menos de vinte reais e pega um táxi tarde da noite por menos de vinte e cinco reais para atravessar duas cidades diferentes?

Em Medellín, eu conseguia perceber algumas variâncias dependendo de que parte da cidade eu estava. Senti isso especialmente quando me mudei do Poblado para Bello. No primeiro, tudo era mais caro e mal haviam supermercados e estabelecimentos em que eu pudesse chegar caminhando porque se tratava de uma parte mais rica, já no segundo, haviam opções mais acessíveis e com preços melhores. Na esquina do nosso apartamento em Bello mesmo haviam várias lojinhas pequenas, mas com tudo que era necessário para viver e por preços muito bons, além de uma padaria em que tomávamos café da manhã todos os dias. Era simples, claro, mas gostosa e vendia um croissant maior que a palma da minha mão custando o equivalente a um real e cinquenta centavos!

A refeição completa a que me referi anteriormente por menos de vinte reais foi em Bogotá, que é capital da Colômbia, então vocês podem perceber que o que tenho falado não se refere somente à Medellín. No litoral, bastante turístico pelo Mar do Caribe, visitei algumas cidades, como Santa Marta e Cartagena de Índias, além da ilha San Andrés, e aí sim notei que a situação muda um pouco, mas isso acontece justamente pelo turismo. O país em si tem um ótimo custo de vida.

~ ~


E aí? Se animou para viajar para lá? É uma viagem que dá para fazer com pouco dinheiro, especialmente se você conseguir uma promoção nas passagens! Qualquer dúvida, tentarei ajudar como puder. 


Escrito por: Lisete Reis


 
4 de junho de 2017

5 músicas nacionais (que não deveriam ser) desconhecidas - parte II


Hoje acordei com saudades de escrever sobre músicas. Já faz um tempo, né?

Nunca fui boa com nenhum instrumento, muito menos cantando ou compondo, mas se tem uma coisa que eu faço é ouvir. Descobrir músicas que me encantem, especialmente porque os gêneros que eu gosto são bastante desvalorizados, é uma pequena felicidade que sempre me anima em dias ordinários e eu venho fazendo muito isso. 

Para quem gosta de músicas em espanhol, mas não conhece muito, tenho sugestões para vocês em breve, só que agora vou retomar o que comecei há mais de um ano atrás e divulgar algumas outras músicas nacionais que merecem ser ouvidas, não só porque acho que elas são maravilhosas, apesar de elas serem mesmo mas porque elas podem fazer o seu dia mais feliz.

Para ler o primeiro post, é só clicar aqui.


Terminei indo - A banda mais bonita da cidade

eu troco a roupa, eu tomo um café
me sento sempre na janela
e a minha casa é pra onde vão meus pés 



Que sentimento bom me dá escutar essa música, ela me lembra viagens e sonhos. O clipe ainda cria toda uma atmosfera que reforça essa ideia, foi gravado em Portugal. ♡

Essa é a minha preferida da banda, mas eles ficaram conhecidos pela música Oração, quem lembra?


Antes que eu morra - Sinara

♪ mas percebo que ser só
é tão sozinho



Não consigo parar de escutar essa música. De verdade, alguém me ajuda! Amo e odeio ficar viciada, viu?  Mas olha as vibes. Não dá para ficar alheia, essa banda me conquistou. (Inclusive, ela já já aparece aqui de novo.)



Envelhecer com você - Lorena Chaves


♪ ver o céu se abrir ou diluir em chuva
e na calmaria me aconchegar



A Lorena sempre vai me trazer lembranças muito boas, porque escutei seu CD completo pela primeira vez numa viagem de Santa Marta até Cartagena de Índias. Ela foi minha trilha sonora naquele momento e continuou assim um bom tempo depois. ♡ Gosto muito dessa música em especial, mas vale a pena buscar mais!


Vai, menina - Ana Larousse

♪ vai, menina
veste o peito de coragem
corra, não perca a viagem



Essa música me deixa emocionada, com pelinhos arrepiados, etc. A letra dela é muito forte e a Ana fez um clipe à altura, que inclusive tem uma censura, por isso não o coloquei no blog. Mas se você tem mais de 18 anos, clica aqui para conferir. 

Ela também me deixa triste, mas ao mesmo tempo forte, não sei se dá para entender. Eu só sinto que a entendo tão bem que me dá um apertinho no coração.


Sem ar - Sinara

me leva pra o seu mundo mais real
nada disso do que sei é
nada daquilo que foi será igual 



Mais uma da banda Sinara! Antes que eu morra é a que mais tenho escutado ultimamente, mas Sem ar foi a que me fez descobrir a banda e eu já tive minha fase de vício eterno por ela, ainda mais depois que vi esse clipe por motivos de: maravilhoso. ♡ Se vale a pena que o mundo conheça? Demais.

E essa música ainda tem recomendação dupla, viu? Enquanto organizava esse post, a Jenny já apareceu serelepe falando que estava escutando ela na mesma horinha. (Da série: nossas bruxarias.)

• ~


O que vocês acharam? Alguma preferida?
Já tenho ideias para mais continuações disso aqui! ♡ 

Lis


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Escrito por: Lisete Reis
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